A Regra dos 3 Segundos

Meninas, resolvi escrever este post porque quero entender as novas maneiras de paquerar ao vivo e à cores. Você está achando o assunto estranho? Então, leia e, depois, opine.

Caso “Eu, hein” 1.

Você está lá, misturada naquela muvuca de gente, com a sua altura que não ajuda muito a observar e a ser observada, quando a sua amiga te fala palavras mágicas: Olha, ela está te olhando!

Cadê?

E, aí, você olha na direção da mocinha, que desvia o olhar quando percebe que está sendo observada. Você continua olhando para ela, mas ela não olha mais pra você. Quero dizer, só olha para você quando você não está olhando para ela.

._._._.

Caso “Eu, hein” 2.

Nós a percebemos logo ali, no canto direito. Ela está conversando com as amigas, segurando um copo de qualquer coisa na mão. Ela é toda sorrisos. Que sorriso! Mas, ela não faz nenhum tipo de contato visual. Aliás, você nem sabe se ela já te percebeu.

Então, você muda de ambiente. Vai ali para fora, para ver as meninas entrarem na balada e para as suas amigas fumarem. Quando você percebe, a mocinha está ali no seu campo visual, novamente, toda rodeada de amigas. Aï, você pensa que, em balada pequena, esbarrões acontecem mesmo. Para confirmar esse pensamento, nenhum contato visual.

“Tá chato ficar naquele canto, vamos lá para frente”. Então, vamos.

Depois de 5 minutos, voilà, ali está ela.

Todas pensamos, agora, vai ter contato visual e, logo menos, contato labial, não é mesmo? Nãããããããão! Ela, as amigas, e os sorrisos entre elas.

Munida da certeza de que aqueles encontros não passam de meras coincidências, você vai pagar a sua comanda. Sua noite já deu, quero dizer, nem deu.

Já fora da balada, passando por aquele amontoado de gente dentro do fumódromo, eis o primeiro contato visual dela com você, e das amigas dela com você. Sem sorrisos dessa vez.

Olha, estou te olhando.

._._._.

Caso “Eu, hein” 3.

Você acabou de chegar na balada, que ainda está vazia, já deu uma voltinha de reconhecimento geral, e, agora, vai lá fora para ver a movimentação. Eis que desce A Mulher, de vestido tomara que caia, com o cabelo preso num coque comportado [tipo bailarina, sabe?], maquiada sem exagero, perfeita. Sua boca cai. Você baba e “baba”. Não dá para disfarçar, não tem como. Então, você olha para ela, mistura de cobiça e encantamento.

A amiga dela percebe e dá um toque para ela. Ela não olha para você, mas começa a tocar no braço da amiga, na mão da amiga, na cintura da “amiga”.

Você, que estava prestes a ir falar com ela, nem que fosse para só ficar sabendo o nome da divindade, dá um sorriso sem graça para qualquer uma que queira ver, e muda de ambiente.

As horas passam, você se diverte, procura-a para confirmar se ela está com a “amiga” mesmo, mas, nada de achá-la.

Com a comanda já paga, prestes a ir embora, ela passa e te encara.

._._._.

Olha, não sei com vocês, mas, comigo, se eu a encaro, e ela corresponde com uma olhada de mais de 3 segundos, pode deixar que, sim, eu irei lá falar com ela.

Tudo bem que levar um fora não quebra ninguém, mas levar um não de forma gratuita, ah, já passei dessa idade.

E vocês, meninas, já passaram por situações parecidas?

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2 respostas em “A Regra dos 3 Segundos

  1. A situação nº 1 é a que mais acontece e a que mais me deixa puta. HAOEhoAEHAoheaa
    Às vezes deixo de reparar em outras gurias pra ficar nesse joguinho, mesmo sabendo que não dará em nada! Ahh, mulheres…

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